
A Comissão Gestora do Açude Cachoeira e usuários de água do reservatório se reuniram com a regional da Cogerh da sub-bacia do Salgado, na sexta-feira (6), para avaliar a operação e uso do manancial de julho de 2025 a janeiro de 2026. O encontro ocorreu no Prédio da Isca, localizado na Agrovila, no município de Aurora.
Durante a reunião de alocação do açude, em julho de 2025, foi aprovada a vazão média de 225 litros por segundo para abastecimento humano da sede municipal e comunidades vizinhas, além de perenizar o riacho Caiçara para o abastecimento da comunidade de Caiçara e múltiplos usos.
O técnico do núcleo de operação da regional da Cogerh, Thiago Alves, detalhou como ocorreu a operação de uso das águas, que seguiu à risca o combinado com o Comitê do Salgado e com a Comissão Gestora. Foram liberados 200 l/s para o riacho até Culumbi, durante 55 dias, onde a vazão foi reduzida para 45 l/s. Sendo 25 l/s captado para atendimento da Sede Municipal de Aurora e 20 l/s para atendimento dos múltiplos usos no riacho.

Para este 1º semestre de 2026, a vazão média total será de 45 l/s, apenas para abastecimento humano, via adutora da sede de Aurora e Agrovila (25 l/s) e 20 l/s para librarar no riacho para atendimento da comunidade da Agrovila. Após a quadra chuvosa, em junho, a Comissão se reunirá novamente para definir a alocação de água do reservatório com base no volume acumulado.
Atualmente, o Cachoeira está sangrando, tendo ultrapassado sua capacidade máxima de 34,3 milhões de m³ pela 3ª vez nesta década.
Além disso, o técnico da Gestão Participativa da regional, Josevan Leite, explicou sobre a Lei das Águas do Brasil e a Política Nacional de Recursos Hídricos. Também foi enfatizada a gestão integrada, descentralizada e participativa, que promove a colaboração entre diferentes setores e atores sociais.
